Palenque - Chiapas
A ideia inicial do nosso mochilão era visitar as principais cidades
da península de Yucatán (Cancún, Tulum, Playa del Carmen, Mérida e Campeche) e a
cidade de Tabasco na região da Costa do Golfo Central. Mas os planos mudaram,
pois para a maioria dos mexicanos que perguntávamos dicas do nosso itinerário a
resposta era “Legal! Mas se vocês tiverem a oportunidade de ir a Chiapas, vão,
porque vale muito a pena”! Como ninguém demonstrou muito entusiasmo com os
estados de Campeche e Tabasco, eles caíram fora do nosso roteiro e foram substituídos
por Chiapas e Oaxaca, que foi uma excelente decisão!
Chiapas é um estado com muita montanha, também é úmido e
quente, mas por conta da selva lacondona
(a última floresta tropical da América do Norte) o calor é menos intenso que
nos estados de Quintana Roo e Yucatán. Nossa primeira parada foi na cidade de
Palenque, que é famosa pelo sítio arqueológico maya que teve seu auge no século
VII d.c, graças aos feitos do governador Pakal em matemática, economia,
arquitetura e artes. Para você ter uma ideia, “Pakal, o Grande” introduziu o
sistema de fossa séptica, um grande avanço para a época.
Um dos edifícios mais importantes deste sítio é o Templo de
las Inscripciones, que contém cerca de 620 glifos e também foi onde o
arqueólogo mexicano Alberto Ruz Lhuiller encontrou em 1952 o túmulo de Pakal.
Uma curiosidade é que junto ao túmulo havia sacrifícios humanos, joias do
governador, e sua máscara funerária em um mosaico de jade com olhos de
obsidiana e madrepérola (a máscara está em exposição no Museo de Antropologia
da Cidade do México – vou falar do museu em breve). Há
muitas curiosidades sobre a cidade maya de Palenque e seu governador Pakal. No
fim do post compartilho um vídeo que explica um pouco mais desse lugar incrível
e cheio de mistérios.
Para visitar o sítio arqueológico de Palenque você paga duas
tarifas, a primeira é para a preservação do parque, e tem um custo de $ 25
pesos mexicanos (aprox. R$ 5 reais) e a outra é para a INAH (Instituto Nacional
de Antropología e Historia) que custa $ 59 pesos mexicanos (aprox. R$ 11,80
reais). A entrada ao museu está incluída, igual que em Dzibilchaltún. Em
Palenque você pode contratar serviço de guia oficial por $ 800 pesos mexicanos
(aprox. R$ 160 reais) ou guia não oficial por $ 50 pesos mexicanos (aprox. R$
10 reais). Vale a pena contratar o serviço de guia oficial se você estiver em
grupo, assim sai mais barato por pessoa.
Uma dica de meio de hospedagem em Palenque é o hostal Jungle Palace, em El Panchan, um centro com vários meios de hospedagem e restaurantes
que está ao lado da entrada do centro arqueológico. A estrutura do hostal é
simples, não têm café da manhã, nem água quente na ducha do banheiro, mas a experiência
de dormir em cabanas no meio da selva escutando o uivo dos monos aulladores entre outros animais não identificados, é muito
legal! O custo das cabanas por noite é de $ 120 pesos mexicanos (aprox. R$ 24 reais)
– tem cama de casal ou duas de solteiro. El Panchan está cheio de mochileiros,
aí você troca ideia de roteiros e faz novos amigos! Super recomendo este passeio. Confira as fotos!
![]() |
| Templo de las Inscripciones Foto: A autora |
![]() |
| Eu e Gui na entrada do Templo de la Reina Roja Foto: Turista fracês |
![]() |
| Pakal, o Grande. Foto: A autora |
![]() |
| Nosso grupo em Palenque Foto: Guia Belém |
![]() |
| Estruturas arquitetônicas avançadas para a época Foto: A autora |
![]() |
| Templo del Sol Foto: A autora |
![]() |
| Vista panorâmica do sítio arqueológico maya de Palenque Foto: A autora |
![]() |
| Eu Foto: Gui Z. |
![]() |
| Cabanas do hostel Jungle Palace Foto: A autora |
![]() |
| Restaurante no El Panchan com novos amigos de diferentes países. Foto: Desconhecido |












Comentários
Postar um comentário