San Cristobál de las Casas - Chiapas

Para quem acompanha o blog, peço desculpas pela demora em escrever o novo post. Mas eu voltei pra minha terrinha (Lajeado – RS) e quem volta de intercâmbio demora um pouco para se readaptar a rotina de casa e do trabalho. Eu também quis rever os amigos e familiares e matar o desejo de comer churrasco! Bateu também a “deprê pós viagem”, que é normal, e o auge foi quando eu e o Gui saímos num sábado a noite para ver o movimento da cidade e só vimos galera de carro rebaixado ao som de funk ou sertanejo no último volume. kkk  
Muita gente já me perguntou se vou continuar escrevendo sobre o México, e a resposta é sim, pois ainda tenho muito assunto e fotos para compartilhar com vocês! =)

San Cristóbal de las Casas foi nosso seguinte destino depois de Palenque. San Cristobál é uma cidade boêmia, com arquitetura colonial que recebe muitos mochileiros todos os anos. Tem muitos bares e restaurantes de comida internacional de preço acessível e também muitas igrejas e galerias. É famosa pelo âmbar, uma pedra que se forma através da seiva da árvore Liquidambar, abundante na região. Lá também tem o melhor hostel de todos que já conheci, o que facilitou ainda mais meu envolvimento com a cidade (uma má hospedagem pode estragar a viagem)!

Além de todos estes atrativos, o que mais me chamou a atenção em San Cristobál foi o povo indígena, principalmente os Tzotziles e Tzeltales, descendente dos mayas, que por ali vivem e vendem seu artesanato nas ruas mais turísticas da cidade. As mulheres são fiéis ao seu traje típico, que são tecidos coloridos com florais bordados. São nesses tecidos que elas carregam seus filhos... e quantos filhos! Praticamente todas as mulheres indígenas na cidade estão acompanhadas de crianças. O lado ruim disso é que tem muito trabalho infantil, que é o caso da Isabela e Maria, de 5 e 9 anos, que vendiam pulseiras e colares na calle e já tinham muita lábia para negociar!  

Como eu já comentei acima, o que nos ajudou muito a curtir nossa estadia em San Cristobál foi o hostel Puerta Vieja e as pessoas que ali conhecemos. O hostel foi indicação de uma inglesa que encontramos em El Panchan em Palenque. De cara nos impressionamos com a estrutura e limpeza do local e a hospitalidade do staff. No café da manhã, por exemplo, o chef inglês “Flaco” preparava panquecas com frutas da estação ou omelete a la mexicana. Ele também animava as tardes do hostel com sua viola, e isso ajudava ainda mais a integrar os viajantes. Nas terças e quintas tinha noite de mojitos (coquetel cubano que leva rum branco, hortelã, açúcar, limão, Club Soda ou Sprite), e sem custo adicional. Tudo isso por $ 120 pesos mexicanos (aprox. R$ 24 reais) por pessoa em quarto compartilhado. Foi no Puerta Vieja que conhecemos pessoas de diversos lugares do mundo, cada uma com uma história para contar, indicações para compartilhar e uma aventura pela frente.

Confira algumas fotos da cidade e em breve falarei sobre passeios legais para fazer nos arredores de San Cristobál como conhecer os pueblos de Zinacantán e Chamula e se aventurar o famoso Canyon del Sumidero.  

Mulher indígena com seu bebê
Foto: Gui Z.

Trajes típicos da região
Foto: Gui Z.

Menina negociando pulseiras com nosso grupo de amigos do hostel
Foto: A autora

Calle Real de Guadalupe - uma das mais badaladas da cidade
Foto: A autora

Isabela e Maria
Foto: A autora

Maria
Foto: A autora

Empanada argentina - matando a saudade do pastel
Foto: A autora

Grupo de amigos do hostel no restaurante argentino
Foto: Dono do restaurante

Igreja muito charmosa
Foto: Daniel Drew

Pedra Âmbar
Fonte: http://www.plusesmas.com/fotos/Plus_ambar.jpg

Área externa de convivência do hostel
Fonte: http://media-cdn.tripadvisor.com/

Café da manhã do chef "Flaco"

Noite de mojitos com amigos!
Foto: Desconhecido





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