A efervescente Nova York

Faz três meses que voltamos de Nova York e desde então estou me enrolando para escrever este post. Minha amiga Mariela, que me deu ótimas dicas antes de eu e o Gui irmos viajar, definiu bem a cidade > Efervescente.

Nova York é “A Cidade que não Dorme”, a “Big Apple”, ou como preferir chamá-la, pois ela pode ser como você quiser e você pode ser quem quiser por lá, ninguém liga. Os new yorkers estão super conectados com seus Iphones (a wi-fi pública funciona melhor que a da minha casa), andando pra cima e pra baixo com o tradicional black coffee em mãos. Starbucks tem em toda a esquina, e mil outras cafeterias cool. Também tem mil restaurantes (de todas as nacionalidades), mil lojinhas e lojonas, mil farmácias (que vendem desde remédios à secador de cabelo), mil museus, passeios, espetáculos, etc. A cidade te induz ao consumo, mesmo você não sendo fã de compras, é impossível resistir. Tudo é lindo, tem qualidade, e na maioria das vezes é mais barato que no Brasil.

Para quem for pela primeira vez para Nova York, que foi o nosso caso, sugiro fazer os passeios clássicos: Brooklyn, Financial Center, 9/11 Memorial, Estátua da Liberdade, Rockfeller Center, Central Park, Chinatown, Little Italy, MoMa, Museu de História Natural, MET, Times Square, Broadway, Grand Central Station, High Line, Chelsea Market, Flatiron (pronuncia flet-airon e não flétiron como eu estava dizendo kkk), Soho e Village. O legal é organizar por áreas e ir visitando o que está por perto. Por exemplo, descendo na estação de metro City Hall você pode conhecer a ponte do Brooklyn, o Dumbo e todo o Financial District. Porém você olha no mapa e vê que Chinatown e Little Italy estão logo ali, aí caminha mais alguns blocos e já conhece outra região. 

Isso é bom e ruim. Bom porque tem muita coisa para ver em Nova York (se prepare para caminhar muito), mas ruim porque você fica ansioso com medo de não dar tempo de fazer tudo (aconteceu comigo). Mas fazer tudo em Nova York é impossível, e eu lutei muito com minha mente nesta viagem para deixar ela tranquila, e fazer aquilo que eu ou eu e o Gui tínhamos vontade. Teve vezes que o Gui foi para um lado e eu para outro, aí cada um curtiu mais os seus interesses, bem legal. 

Recebi muitas indicações antes de ir pra lá, mas frases do tipo “vocês tem que assistir um espetáculo na Broadway, é obrigatório estando lá”, não rola. Trocamos a grana do espetáculo da Broadway (que não era pouca) por um ótimo show de jazz no Smalls e duas garrafas de vinho > super recomendo. A Broadway fica para uma próxima, ou não.

O negócio é que voltar a viajar para fora (faziam mais de dois anos que eu não ia), principalmente para Nova York, me colocou a prova de muitas coisas, mas principalmente do meu Eu Interior X Pressão da Cidade. São muitos os estímulos sensoriais que recebi, com destaque para o barulho: buzinas, obras (tem por toda parte), sirenes de polícia, ambulância e bombeiros, é exagero. Até comentei com o Gui que achava que eles encenam um pouco pra gente se sentir num filme, sabe? Não é possível tanta sirene, pois nem em São Paulo ou Cidade do México tem tanto barulho assim. Mas isso me chamou mais a atenção do que incomodou, e que bom que tem o Central Park como refúgio.  

Voltei de lá com a impressão de que o americano está sempre criando cenas, serviços ou produtos para movimentar a economia (e fazem isso muito bem, por sinal). Também são ótimos na organização e tecnologia, tudo funciona, a polícia impõe respeito. Lá você não tem coragem de dar “o jeitinho brasileiro”, pois parece que está sendo filmado o tempo todo e que a polícia vai aparecer do nada (no consulado americano do Brasil tive a mesma sensação). Talvez seja coisa da minha cabeça, mas acho que é isso mesmo que eles querem passar e talvez seja a solução para a ordem / respeito numa cidade tão movimentada. Não sei se é o certo, pois como cidadã, eu prefiro me sentir menos controlada. Mas foram poucos dias para formar uma opinião sobre isso. 

Tenho ainda mil coisas para escrever sobre Nova York, mas vou parar por aqui e deixar vocês descobrirem e tirarem suas próprias conclusões quando visitarem a cidade e conhecerem um pouco da cultura americana e de tantas outras etnias.  Compartilho algumas fotos desta viagem que foi muito legal e espero que gostem. See you! ;)

Brooklyn Bridge e a felicidade de estar ali
Foto: Gui Z.

Vista de Manhattan do Dumbo
Foto: A autora

Gui e eu no Le pain Quotidien, ótima dica do Rafa Fernandes
Foto: A autora 

Chelsea Market
Foto: A autora

Decoração de Halloween nas casas
Foto: Gui Z.

Ruas de NYC no outono, lindo.
Foto: A autora

Janta com Mike, nosso anfitrião, no mexicano Tacombi
Foto: Chicano

Fast Food americano Shake Shack, muito bom! Recomendação Duda Cortez.
Foto: A autora

Visitando o primo e sua família em Hastings-on-Hudson
Foto: A autora

Eu no Halloween em NYC
Foto: Gui Z.
Central Park e a bolha de sabão
Patinação no gelo no Central Park
Foto: A autora

Top of the Rock, Rockfeller Center
Foto: A autora
Vista do Central Park
Foto: A autora

Smalls - Bar de Jazz no Village
Foto: A autora

Breakfast at Cafe Noir
Foto: Gui Z.
Estátua da Liberdade - vista da balsa rumo a Staten Island
Foto: Gui Z.

NYC Marathon, emocionante!
Foto: A autora





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